E A GENTE CANTA...

E A GENTE CANTA...


NESTES VERSOS TÃO SINGELOS,
VOU FALAR DO MEU PAÍS
UM CANTINHO DE ESPERANÇA,
QUE ME FAZ MUITO FELIZ.

AQUI TEM TANTA BELEZA,
VERDES MATAS, CÉU AZUL.
TEM TAMBÉM MUITA ALEGRIA,
DESDE O NORTE ATÉ O SUL.

AH, QUE MARAVILHA! TERRA BOA,
VOU CANTAR POR AQUI E ACOLÁ...
QUE MARAVILHA, TERRA BOA,
VOU CANTAR POR AQUI E ACOLÁ..
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CRÍTICAS

23/11/2010
Jornal Pioneiro
Coluna Sete Dias - "A Gente Viu!"


Lá e cá da cena.



               Ali-se...Aqui e Acolá, que a Cia2 - Grupo de Teatro mostrou semana passada no Teatro Pedro Parenti, em Caxias, recria um clássico, inserindo questões, críticas, cacos. A queda no buraco, cena antológica de Lewis Carroll, é feita com projeção de vídeo, instaurando a trama sobre a legião de explorados pela, neste caso, Rainha de Ouros. Neste país, nem tudo é maravilha. As imagens de miséria e poluição evidenciam o caráter denunciativo da montagem. Cá entre nós: o tom maniqueísta, de prédica, que se repete, talvez, não fosse tão necessário. Um chapeleiro maluco e malemolente, à Carmem Miranda, põe o grupo para evoluir, com eficiencia, no samba do jogo cênico.
               O trio de cantores atrapalhados, as fitas elásticas vermelhas que prendem os personagens, a citação da brincadeira de imagem e ação e, particularmente, a cena das pastorinhas, com uma delicada referência à morte, finalizada na fusão da movimentação corporal com a imagem do telão, evidenciam acertos da direção de Márcio Ramos e Tefa Polidoro. As situações irônicas ao universo dos sertanejos universitários e "restarts" são start para divertidas ironias - a rainha dando tchauzinho à soberana da Festuva, idem. São vários os pontos altos da empreitada, também valorizada pela luz de Juarez Barazetti. No entanto, há uma queda de rendimento quando os diálogos se alongam, o que pode ser resolvido à medida em que o espetáculo for mais encenado. Mas, no conjunto, o lá e cá da cena da Cia2 é uma bem articulada proposta na reta final da temporada teatral caxiense de 2010. (Por Carlinhos Santos)